A mãe de uma aluna do Colégio Nobre, em Feira de Santana, na Bahia, agrediu outro estudante da unidade, nesta quinta-feira. O episódio aconteceu dentro de uma das salas de aula da escola, que atende a famílias de classes média e alta, por volta das 7h. Após a agressão, a suspeita deixou o colégio de carro, com a filha. O caso foi registrado na 2ª DP (Feira de Santana) como lesão corporal. Segundo a delegada Ludmila Vilas Boas, o menino agredido, de 13 anos, já foi ouvido e fez exame de corpo de delito. A suspeita foi intimada e será ouvida na próxima semana. Imagens do circuito interno da escola já foram solicitadas.
- É um caso já elucidado e deve ser concluído em, no máximo, trinta dias. Estamos aguardando o laudo da Polícia Técnica para saber a extensão das lesões sofridas pelo adolescente - disse ela.
A mãe do menor machucado, uma professora de 38 anos, contou que a agressão sofrida pelo filho foi uma vingança. Segundo ela, na véspera, a filha da suspeita acusou o garoto de, durante o intervalo, esbarrar em sua cadeira e com isso jogá-la no chão - os dois não estudam na mesma turma. A menina foi tomar satisfação e atirou um copo de suco no adolescente. Ele a empurrou e ela acabou batendo com as costas na porta.
- A direção chamou os dois e os advertiu. Meu filho foi advertido verbalmente. Já a menina levou duas adversões: uma verbal e uma escrita. E o meu filho nega ter dado o esbarrão que provocou o tombo. Ele disse que não foi ele - contou a professora.
Ainda de acordo com ela, no dia seguinte, logo ao chegar à sala de aula, o menino foi interpelado pela mãe da garota, que gritou com ele, enquanto a filha puxou o cabelo do garoto. O adolescente reagiu, puxando o cabelo da garota e foi jogado pela mulher em cima de uma mesa. Depois, ele caiu no chão e levou tapas.
- Enquanto a mãe batia, a filha segurava os baços dele. Meu filho levou até uma mordida na perna. Quando ele me ligou contando o que havia acontecido fiquei em estado de choque. Ele falou: “Minha mãe, estou todo quebrado” - contou a professora.
A professora disse ter levado o filho ao médico nesta quinta à tarde e que o menino foi orientado a não ir à aula nesta sexta:
- Ele está sentindo muitas dores no corpo e ainda não consegue entender o que aconteceu. É um menino muito tímido. Até para fazer o exame de corpo de delito foi um sacrifício, já que ele estava com vergonha de tirar a blusa.
A professora disse que não responsabiliza o colégio pelo ocorrido, uma vez que o acesso dos pais é liberado. O setor jurídico da escola foi procurado, mas a advogada responsável não foi localizada para comentar o assunto.
Fonte: extra.globo.com
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